segunda-feira, 27 de junho de 2011

O ”Semeador de Estrelas” é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia.
Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto.
Um bronze a mais, herança da época soviética:
Mas quando cai a noite, a estátua justifica seu título.
Com a escuridão, seu nome passa a fazer sentido.

domingo, 19 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Prezado Epicuro, meu filósofo favorito:

Imagino você, 300 anos antes de Cristo, já filosofando sobre felicidade... Adoro o seu tetrafarmacom, seus 4 remédios para o bem viver: não é preciso temer a Deus, não é preciso temer a morte, é possível ser feliz e é possível evitar a dor. Em relação aos dois primeiros, tenho uma visão peculiar, diferente da sua. Mas gosto imensamente da sua visão sobre ser possivel ser feliz e evitar a dor.
Particularmente, penso que as pessoas passam boa parte das suas vidas, tentando evitar sofrimento. Cada um com sua fórmula. Uns bebem para esquecer, outros comem. Há os que passam a vida vendo TV, ou jogando videogame. Outros trabalham demais, dormem demais, falam demais. Alguns param de pensar pra não sofrer. Muitos tomam remédios pra dormir, para depressão, para pequenas dores físicas. Tem aqueles que adoecem para trocar o tipo de sofrimento, ou para morrer logo e fugir da dor.
Os mais intelectuais burlam o sofrimento escrevendo livros de como se sair bem de situações amorosas, profissionais, de relacionamentos interpessoais, com um único objetivo: Obter sucesso em evitar sofrimento.
Os cristãos explicam as dores, sublimam o sofrimento e se resignam na crença de que sofrem agora para não sofrerem depois.
Os budistas meditam e esvaziam a mente para não pensar no sofrimento.
Para os conscienciólogos, o sofrimento é oportunidade de evolução, é desafio existencial e superação. Waldo Vieira diz que a próxima existência será ainda pior.
Ontem uma amiga me falou de um casal que vive junto há 30 anos, num sitio, fazendo linguiça, felizes em perfeita simbiose. Imagine o pacto secreto, provavelmente tácito entre eles de não se moverem além do seu idílio e não buscarem mais conhecimento, crescimento pessoal, profissional e espiritual para não se afastarem e não correrem risco.
Permanecer dentro do círculo,se aproxima do que, você, Epicuro, pregava para ser feliz: satisfação apenas dos prazeres naturais e necessários. Evitar os desejos não necessários e não naturais, pois estes precisam de mais pessoas e situações para serem satisfeitos. Quebram a autarquia, freiam a liberdade e causam dependência e sofrimento.
Mas como crescer pessoal e espiritualmente sem sonhar e quebrar paradigmas? Como quebrar estes paradigmas e deixar algum legado para o mundo sem sofrer? Como dar o salto sem risco de cair?
Passar uma vida inteira evitando sofrimento não parece insano?
Mas quantos de nós tem coragem de abrir o peito para o novo, encarar as dores dessa vida, sem medo de mudar, de sair da zona de conforto.
Se a vida é evolução, é crescimento e superação, quanto eu posso crescer fazendo tudo sempre igual e me escondendo atrás das coisas conhecidas e seguras. Em nome de Deus, da família, do dinheiro? Ou será apenas em nome do medo. Medo de sofrer?
Epicuro, você acreditava que a dor pode ser suportada, porque é passageira... ninguém lembra desta parte.
Que pena!!!
Eu acredito.
Sem todos aqueles mecanismos de defesa que inventamos, com um mínimo de armaduras, nos expomos mais, sofremos mais, porém, temos mais oportunidades de aprender.
- Aprender pra quê??- grita minha amiga -quero ficar quieta no meu canto, feliz com o meu amor, sem me ocupar com mais nada além de mim. Azar do resto do mundo!!
Tudo bem, sente e descanse. Aprecie a paisagem!!! Você tem quantas vidas quiser e todo o tempo que desejar...
Nos vemos lá na frente. Ou não... Só não derperdice os seus dons...
Beijos. Gui.

sábado, 11 de junho de 2011

simbiose

Ela desejou tê-lo desconhecido...
.................não provocado gosto em sua língua
.......................................tez que se espalha quando si-
.........mula e deixa na boca um meio amargo,
......................quero mais...

abismo

esta tudo por um fio, por um milesimo de segundo. por uma lagrima. pelo espaço tempo entre uma batida e outra e eu despenco no abismo ……….me largo no espaço……..despeço de mim………

abandono

esta tudo por um fio, por um milesimo de segundo. por uma lagrima. pelo espaço tempo entre uma batida e outra e eu despenco no abismo ……….me largo no espaço……..despeço de mim………

sábado, 4 de junho de 2011

PAISAGEM

Havia um lindo lago do outro lado da cidade. Era um lugar iluminado e místico, quase irreal. As águas cristalinas espelhavam as árvores frondosas que cobriam todo o vale, que cercavam o lago e se dobravam acima de suas margens. O caminho de pedras era simétrico e desenhado, passo a passo que poderia ser percorrido, da casa de largas varandas e portas gigantes até os arbustos da montanha. A montanha era inebriante, verde como o alto mar, e nas noites de lua cheia exalava o olor das milhares de plantas medicinais e flores de todas as espécies.
Eu me sentava e podia então tocar o verde do capim mal cortado, as flores vermelhas que pareciam brilhar ao meio dia, a água morna do lago. Sentia o vento tocar minha face e correr entre todas as árvores do vale. Ele brincava, ia e voltava em um balé que fazia as folhas caídas ao chão dançarem e voarem derradeiras vezes. Pareciam ter vida.
Durante as noites meu olhar se fixava ainda mais àquela paisagem porque o sol nunca sumia atrás do vale, ele permanecia dia após dia e iluminava além do que poderia.
Muitas vezes eu chorava por não poder nadar no lago, por não ser permitido que eu pudesse cortar algumas flores para fazer um lindo arranjo, pela impossibilidade de atravessar o longo vale para ir até a floresta. Mas minha tristeza não durava muito. Ao ver as gaivotas sobrevoando a mata, bebendo da água pura e límpida meus olhos se abriam ainda mais e por mais que me fossem restritas algumas coisas, somente a presença daquele lugar me extasiava. Ao deitar continuava desejando olhar e ao acordar eu corria em direção à maravilhosa vista. Todos os dias.
Em um mundo de criança onde brinquedos e cantigas tomavam lugar entre os pequeninos, o meu mundo era observar e até mesmo sonhar com aquele maravilhoso lugar.
A porta do casarão permanecia fechada e poucos adultos pareciam morar lá. As janelas davam para uma pequena igreja, a qual eu não conhecia o interior. E nunca poderia conhecer.
Fazia minhas orações olhando para ela, mas não havia quem a freqüentasse, senão eu, ao longe. E por mais que eu esperasse o sino tocar, ele continuava em silêncio e nem mesmo o vento era capaz de movê-lo para uma melodia sequer.
Em uma noite, ao fazer minha última oração à porta da pequena igrejinha, olhei para o sol forte e vigoroso no horizonte e cheguei a toca-lo. Deitei-me na cama e enquanto o sono vinha a passos lentos o sol foi se apagando.
Na manhã, ao acordar, estava escuro, o vento entrava pela janela do meu quarto e o sol já não existia. Do céu escuro descia uma chuva forte e ameaçadora. Não conseguia ver o vale, nem o lago, todas as árvores e flores. As gaivotas, pensava eu, deveriam ter voado para longe e a igreja não estava ao lado do casarão. Aliás, não havia também o casarão e suas varandas espaçosas e o caminho de pedras que um dia eu me imaginei percorrendo-o. Tudo havia sido levado, sumido. Para terras distantes, talvez.

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"Minha teoria é simples. Meu sentir é exagerado. Me jogo, me lasco, me entrego, me esfolo inteira. Melhor do que viver pela metade. Amar pela metade. Acreditar pela metade. Pra tombo há remédio, há refazer. Pra sonho desperdiçado, não."

A SEMPRE UM RESTO DE PERFUME UM TRAÇO DE BELEZA ANTIGA...
a significação é invisivel, mas o invisivel não esta em contradição com o visivel .o visivel tem uma estrutura interna invisivel, e o invisivel é o contraponto secreto do visivel
as pessoas sempre descobre seu próprio mistério a custa de sua inocência..........

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para não perder esse riso largo e esta simpatia estampada no rosto

beatrix - ppoter escritora de contos infantis que encanta adultos...


porque a maior dor do vento é não ser colorido.
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